Bento Teixeira:
Oh nobre Gregório, essa obra retrata muito bem a sua história. Um ex-vigário, exímio crítico no perído Barroco, de tantas inconstâncias e dúvidas. É certo que não cobres do Senhor proteção alguma diantes de teus pecados.
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa piedade me despido,
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto um pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido,
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão...
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27/05/2010 14:23
Nuno Marques Pereira:
Viver a vida intensamente é muito importante! A vida é curta, devemos, por isso, gozá-la ao máximo. "Se é tão formosa a Luz, por que não dura?", exatamente por isso! Devemos aproveitar enquanto há luz ou então acabarmos assombrando a todos com um blog de fantasmas. CARPE DIEM!
(...)
III
E vós, sublime Jorge, em que se esmalta
A Estirpe d' Albuquerques excelente,
E cujo eco da fama corre e salta
Do Carro Glacial á Zona ardente,
Suspendei por agora a mente alta
Dos casos vários da Olindesa gente,
E vereis vosso irmão e vós supremo
No valor abater Querino e...
Manuel Botelho de Oliveira:
Muito significativo Boca do Inferno! São poemas como esse que mostram seu lado mais sentimental, e não só o de crítico voraz. As antíteses que percebemos em " Luz/ noite escura" ; "tristezas/alegria" por exemplo são bem características de nossa época literária.
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim...
(...)
O pó futuro, em que nos havemos de converter, é visível à vista, mas o pó presente, o pó que somos, como poderemos entender essa verdade? A resposta a essa dúvida será a matéria do presente discurso.
Duas coisas prega...
Gregório de Matos:
É necessário sempre lembrar do quanto a vida é efêmera, de quanto nós, seres humanos, somos frágeis, e vulneráveis à morte.
Frei Itaparica:
Contido neste sermão, está um dos principais aspectos do Barroco: A efemêridade da vida. "Porque és pó e em pó te hás de...
Manuel Botelho de Oliveira:
Concordo plenamente com o fato de que o ato de mandar e servir é natural: cabe aos mais conhecedores mandar, e aos mais ignorantes servir.
Nuno Marques Pereira:
Este sermão retoma o mito do...